A cultura orientada a dados

 

O big data é uma das soluções originárias da transformação digital capaz de agregar valor ao negócio. O Gartner prevê que até 2021 as empresas poderão ser valorizadas pelas informações que possuem. Em uma visão imediatista, nos permite perceber que as Organizações têm se preocupado em otimizar seus desempenhos com o apoio de análises sofisticadas, principalmente de acordo com o comportamento de seus consumidores.

Esta atitude mais responsiva por parte das empresas de se prepararem para ações presentes e futuras, faz parte da cultura orientada a dados (do inglês data-driven culture).

Desta forma, muitos executivos têm se questionado: 

“Como iniciar a cultura de dados na minha empresa?”

Claramente adotar uma nova cultura em sua empresa é muito mais do que auto-proclamar-se “sou orientado a dados”. Algumas estratégias devem ser adotadas, e para isto a empresa deve se estruturar técnicamente e conceitualmente para concretizar esta transição. Abaixo, mencionamos alguns passos que as empresas questionam e adotam para uma transição de sucesso:

  1. Adotar uma solução de BI, como o Tableau ou outra solução que corresponda a estratégia de dados definida pela empresa. Nota-se que, a solução pode se referir não somente a ferramenta de BI, mas também a consultoria especializada na ferramenta em questão e na estratégia de dados, que te apoie neste objetivo para capacitar e adaptar os colaboradores à este novo cenário;
  2. Definir e garantir a difusão do acesso a dados na empresa. Entender que todo usuário de negócio pode ser um analista de dados com grande potencial – se desprendendo da área técnica. O que talvez seja a grande quebra de paradigma;
  3. Investir em analista de dados. Investir conhecimento no profissional correto torna mais rápido o processo de valor dos dados para o negócio;
  4. O processo analítico deve estar claro, principalmente para os executivos da empresa;
  5. Se permitir quebrar barreiras. Use seus dados para descobrir além do que eles te trazem constantemente. Faça diferentes perguntas para o mesmo momento. Esta ação de curiosidade, descoberta, novos insights, novas descobertas, lhe permite entrar em um ciclo saudável que agrega valor a esta estratégia de dados e ao seu negócio. Estes insights podem partir do próprio usuário de negócio, ou até mesmo em conjunto de um consultor que lhe apóia em suas estratégias de BI.

Uma pesquisa realizada pela Teradata em parceria com a McKinsey e Forbes Insigths, mostra que as estratégias de Big Data e BI adotadas por 316 empresas entrevistadas, têm sido adotadas em área de criação de novos modelos de negócio (54%), descoberta de novas ofertas de produtos (52%) e monetização de dados para empresas externas (40%).

Destas empresas, sua grande maioria (dois terços) notou um retorno deste grande investimento (ROI). Estas empresas conseguiram mensurar os retornos obtidos por meio desta solução. Uma em cada 5 empresas entrevistadas, consideraram as estratégias de Big Data como fator determinante para se diferenciarem em seus mercados, destas empresas, mais de 50% das iniciativas de dados, são lideradas por altos executivos (CEOs). Em empresas que o Big Data é uma das cinco estratégias mais importantes, estas ações são lideradas por executivos que respondem diretamente para o CEO ou o dono da empresa.

Este conjunto de informações demonstra o envolvimento necessário dos executivos de suas empresas para a adoção da cultura orientada a dados ser bem-sucedida e bem absorvida, de forma que possa ser agregada ao negócio, ao ponto de ter seu investimento e retorno continuamente mensurado e apoiado para inovações.

 

O desafio

O principal desafio apontado pelos entrevistados é justamente a adoção desta nova cultura.Habilitar o acesso e atuar criativamente diretamente em cima dos dados de forma aberta pelos usuários de negócio, são conceitos ainda não totalmente aceitos pelas organizações e colide com políticas mais conservadoras, como a governança corporativa de TI.

Entretanto, também temos visto mais da metade das empresas terem desenvolvido robustas análises com informações modernas e complexas, como geolocalização (latitude e longitude) de dispositivos móveis e dados não-estruturados (imagens, slides, mensagens instantâneas e e e-mails). As empresas líderes em análises têm demonstrado avanços na construção de um ecossistema de dados multi-estruturado de forma seletiva para a geração de inovações continuamente.